Além de um filme sobre cidades de papel

Escrito por: Yasmin de Carvalho // 12 de julho de 2015

Vocês já estão sabendo que Cidades de Papel virou filme não é? O longa é uma adaptação cinematográfica (repito, adaptação) do romance escrito por John Green, publicado pela editora Intrínseca aqui no Brasil. Li o livro por volta do ano passado, durante o verão, exatamente. Era uma época em que estava me sentindo meio perdida em relação a muita coisa. Nada estava acontecendo como eu planejei e eu me via em um lugar que queria estar e ao mesmo tempo não fazia nada de acordo com o tal roteiro que tinha criado. A questão é que a vida não tem um script a ser seguido.

É preciso se perder para se encontrar. Essa foi uma frase épica do filme pra mim, o tão querido e aclamado escritor de Indianápolis (Indiana, EUA) soube descrever perfeitamente como é essa busca pela direção certa. Trilhamos caminhos, seguimos convenções, ultrapassamos barreiras e dormimos muito menos do que 8 horas por dia, mas estar de acordo com tudo definitivamente tá longe de ser algo possível. Talvez seja irônico dizer que tenhamos que nos perder pra finalmente (se) achar. O nosso tão esquematizado futuro nunca precisou ser o que os outros esperam, mas sim o que definimos como correto na nossa jornada, pra nós. Não somos eternos e o relógio anda sem parar, vai pular do trem ou continuar nesse vagão? Quando estamos literalmente perdidos, exercitamos uma busca por caminhos, e assim passamos a trilhar novas rotas nessa viagem louca que é a vida. E o melhor de tudo: finalmente abrimos os olhos para todos os horizontes, isso aí. Todos. Não estamos mais presos num só. O mundo é todo nosso. Você pode ser o que quiser, é o que a personagem Margo fala a certo momento do filme para Quentin.


Só que essa é uma escolha pessoal. Sair da zona de conforto é entender que a maioria das coisas que queremos realizar vai depender de fugir do senso comum e ir atrás do que faz seus olhos brilharem. É saber que estar confortável é algo totalmente distinto de estar feliz. Pra quem tem interesse em conhecer melhor sobre a história de Cidades de Papel e sobre o que mostra, eu não teria matéria melhor para indicar do que a crítica do Jornal Estadão que o descreve quase que de forma perfeita - vocês podem deixar links legais á respeito do filme nos comentários, vou gostar muito de ler. 

Admiro a capacidade que John Green tem de descrever tão bem a juventude, é maravilhoso - as pessoas precisam ler suas histórias. Fico feliz que ele tem feito todo esse sucesso e trazido muitos leitores a fim de conhecer tudo isso. Posso dizer que Cidades de Papel - que mantém muito bem a mesma essência do livro - fala mais do que a importância que damos as pessoas, muito mais do que amores platônicos que alimentamos, planejamentos sobre o futuro, estratégias e indecisões. E por fim, em relação a gente, que certas vezes não passamos de um simples papel.

Gostou do post? Então acompanhe a gente nas redes sociais pra que assim possa ver nossas atualizações e ler o conteúdo do blog rapidinho. Dê um like na página do Facebook, siga o perfil @euyaas no Insta e veja muitas inspirações através dos nossos painéis no Pinterest. :D

Comente com o Facebook:

14 comentários:

  1. Que lindo yas, reflexão perfeita pra quem quer mudar a vida mas não dá nenhum passo sequer. Achei lindo a forma como você descreveu, queria ser boa com as palavras igual a você. Juro que foi a melhor crítica de um filme que já li. Já pensou em fazer jornalismo? Sua caraaa!! Seu blog ta perfeito yas, parabéns e mais sucesso ainda, você vai longe!! <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ai que comentário lindo Jana! Muito obrigada, isso é um incentivo enorme pra mim! Amei demais o que tu escreveu aqui, nem sei como agradecê-la ♥♥♥

      Excluir
  2. Também o li em uma época confusa, e talvez por isso tenha gostado tanto dele. Espero que a adaptação para o cinema tenha pegado a essência desse livro maravilhoso e, pelo que você disse, parece que sim. Mal posso esperar para assistir. Achei linda a forma como você o descreveu/resenhou, ♥

    Caosologia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pelo elogio, Meiri! Fico super feliz que tenha gostado ♥

      Excluir
  3. Ainda não li o livro, mas já sei a história toda (spoilers) e não quero assistir ao filme no cinema porque sei que vou chorar.
    Linda sua resenha de Cidades de Papel <3
    Bjuxxxx

    ResponderExcluir
  4. Esse livro é realmente maravilhoso! Eu acho a filosofia dele, o que ele quer passar pra gente realmente maravilhoso, parece que o John lê a nossa mente (pelo menos a minha que vou para o último ano do ensino médio e estou super perdia). Eu adoro como ele quer passar pra gente que o mundo é enorme e tem de tudo, que você pode fazer o que vocês quiser, você pode ser o que você quiser! Enfim, assisti o filme e falei sobre ele lá no blog! Beijão
    Pietra,
    www.noarmariodaboneca.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também super concordo com a maneira que você o descreve Pietra, Cidades de Papel nos transmite uma sabedoria incrível, principalmente para adolescentes que estão entrando na fase adulta e estão com a carga toda nas mãos: decisões, ensino médio e futuro.

      Excluir
  5. Adorei o post, Yasmin :) Li o livro em 2013 e fiquei super ansiosa pra assistir ao filme, mas não consegui pq o cinema tava lotado :(. Mas próxima semana eu tento de novo :).
    Adoro a escrita do John Green, pq, apesar de ser voltado para o público adolescente, com personagens dessa faixa etária, os problemas e dificuldades são bem gerais, que todo mundo passa, vai passar ou já passou algum dia :)
    Adorei o post ^_^

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada, Andrea!

      Penso igual a você a respeito dos livros do John Green :))

      Excluir
  6. Eu só li um livro do John Green, adorei sua maneira de escrever e o livro é simplesmente perfeito, por sorte o livro que eu li e AMEI virou filme, o que me fez ama-lo mais ainda. Fiquei muito curiosa sobre os outros livros dele, confesso que o julgava mentalmente por ser tão famoso e criar uma literatura para "jovens" mas hoje eu enxergo que é muito mais que isso, amei teu post

    http://pinkisnotrose.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pelos elogios!! Às vezes a gente acaba achando que por ser algo muito ~popular, talvez não seja tão bom quanto pareça. Mas é sempre bom experimentar e formar sua opinião porque as coisas podem ser muito mais do que aparentam ser. :))

      Excluir
  7. Oii Yasmin, tudo bem? Eu sinceramente não havia gostado do livro, mas eu amei demais esse filme, cara! Essa resenha do filme está muito boa, eu realmente concordo com o que você disse! Eu só acho que talvez eu não tenha lido o livro na hora certa, até porque eu o li já faz um tempo, mas espero relê-lo em breve para ver se minha opinião sobre ele permanece a mesma ou não. Seu blog é um amor, cara. Só não estou achando o botão de seguir, me ajuda (um tanto lerda e perdida, enfim hahahah). Beijos!!

    http://lustrando-enigmas.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Mah! Isso já aconteceu comigo, mas com outros livros, de eu achar que não tinha lido no período certo. Mas você pode reler ele em outra hora, quem sabe! Eu retirei o botão de seguir do blogger no layout porque estava tendo mais interação nas outras redes sociais. Então recomendo seguir no Facebook (fb.com/blogalemdaescrita), que é onde publicamos quando tem post novo e tudo mais! ♥ Obrigada pelo comentário, beijos

      Excluir

Opine sobre o post ou deixe algum recado pra gente. Sinta-se a vontade para sugerir ideias e críticas construtivas, nós sempre lemos a opinião de nossos leitores. :))

 
Design: Yasmin Carvalho. Programação: Yasmin Carvalho e Carol Mascarenhas
Além da Escrita 2012 - 2015. Todos os direitos reservados. Tecnologia do Blogger